Breve resenha histórica do cárcere de Caseros
Verónica del Valle // Valeria Nuciari
O projeto de construção do cárcere de Caseros começou em 1963 e sua construção demandou onze anos. Foi utilizada cinco anos mais tarde, quando a ditadura militar a inaugurou em 1979, e a maioria de seus presos foram políticos (como os dirigentes do grupo sindical dos “25”).
Devido à visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, o governo quis outorgar à repressão uma imagem de funcionalidade e assepsia, a qual fracassou pela falta de luz natural, de intimidade etc. o que gerou muitos protestos mais. As celas de Caseros medem 1,80 m X 2,00 m, com três paredes e uma grade que dá para o corredor. A maior parte do espaço é ocupado pelo que pretende ser uma cama pregada na parede, uma “mesa” e dois “tamboretes”, e uma mescla de lavatório e sanitário. As celas não têm comunicação entre si, o preso não pode ver seus companheiros embora possa ouví-los. São 26 unidades por ala e quatro alas por piso. Tudo é estreito... pelos corredores deve-se circular em fila, já que medem menos de 1 m de largura.
De baixo, e para poder ver o céu, o olhar deve subir 25 pisos de cimento escuro (85 m de altura) e no inverno devem-se suportar 5 graus de temperatura a menos do que do lado de fora.
Os presos políticos, colocados nos pisos superiores, foram trasladados entre 1980 e 1981, e os presos comuns haviam ganho mais espaço.
À medida que passava o tempo, Caseros foi se enchendo, chegando a conter 2.000 pessoas e convertendo-se em uma favela vertical.
Em 2001 a Secretária de Política Criminal y Asuntos Penitenciarios de la Nación (Patricia Bullrich) ordenou seu desalojamento final.